Atualização para o Fluig 2.0: como se preparar
Checklist para atualizar para o Fluig 2.0 Voyager: requisitos, teste em clone de produção, isolamento de datasources e pontos de atenção em customizações.
A Voyager (2.0) é, nas palavras da TOTVS, a maior release já feita na tecnologia do Fluig. Traz novo visual, novos editores de processo e formulário, nova Central de Tarefas e recursos de IA. Para quem tem muitas customizações, porém, a pergunta não é o que há de novo. É o que pode quebrar.
Este texto reúne o que estamos usando na preparação de ambientes e o que observamos em um ambiente 2.0.
Requisitos oficiais
Segundo a página da atualização:
- O ambiente precisa estar na 1.8.2, no mínimo no pacote 1.8.2-260127. Se estiver em uma versão anterior, atualize primeiro.
- Com MySQL, é obrigatório estar na versão 8.0.
- Para os recursos de IA e NPS, libere HTTPS para api-fluig.totvs.app.
- A TOTVS orienta verificar a compatibilidade de soluções complementares antes de atualizar.
Confira a página na data da sua atualização, porque esses requisitos podem mudar.
Por que testar em um clone de produção
Homologação quase nunca é igual à produção: tem menos dados, menos processos ativos e customizações antigas. Um clone de produção mostra o que vai acontecer de verdade, inclusive o tempo que a atualização leva com o seu volume.
O risco do clone é outro: ele nasce apontando para os sistemas de produção.
Isole o clone antes de subir
Se o clone subir com as configurações copiadas, ele pode gravar no ERP, disparar integrações e mandar e-mail para usuários reais. Antes de iniciar a aplicação, confira:
- Datasources que escrevem em bancos externos ou no ERP.
- Serviços REST e SOAP cadastrados.
- SMTP. O ideal é apontar para um servidor de teste.
- Tarefas agendadas e sincronizações.
- Atividades de serviço e eventos condicionais que vão acordar sozinhos.
- Endereços da plataforma, identidade e aplicativos.
Trate esse isolamento como um item obrigatório, com alguém responsável por conferir.
O que muda na infraestrutura
Em ambientes 2.0, vimos a aplicação rodar em modo standalone. Isso muda caminhos que suas rotinas podem usar:
- A configuração fica em
standalone.xml, em vez dedomain.xml. - O
server.logpassa a ficar emappserver/standalone/log. - Ajustes de memória mudam de lugar. Confira depois da atualização se os valores foram mantidos.
- Scripts de monitoramento, leitura de log e backup podem precisar de ajuste.
Uma hipótese que recomendamos testar no clone é a conexão dos datasources customizados com SQL Server, porque um driver mais novo pode ter padrões de criptografia diferentes.
O que testar nas customizações
Scripts de servidor. Continue tratando como ES5. O shell local do Studio pode aceitar sintaxe nova sem que isso prove o comportamento no servidor. Antes de adotar recursos modernos, teste no seu ambiente.
Formulários. Telas muito customizadas, com CSS e JavaScript que dependem da estrutura antiga, são as mais sensíveis ao novo visual.
Widgets. Revise as que usam bibliotecas próprias, e veja como ficam no modo escuro.
Integrações. Rode cada integração crítica de ponta a ponta. Se você usa getAuthorizeClientService, confira os serviços cadastrados.
Fluig Studio. A versão do plugin precisa acompanhar o servidor. Use um Eclipse por versão, como explicamos no guia de Fluig Studio no Mac.
Editores novos. Antes de abrir um processo antigo em um editor novo, teste em uma cópia. Processos com customização pesada podem depender do editor clássico.
Um roteiro de atualização
- Inventário. Liste processos ativos, datasets, widgets, integrações e soluções complementares.
- Compatibilidade. Confira os requisitos da TOTVS e o que cada solução complementar suporta.
- Atualize dentro da 1.8.2, se necessário.
- Clone isolado. Monte o clone e confira o isolamento.
- Ensaio. Execute a atualização e cronometre.
- Testes. Use um roteiro por processo crítico, com os usuários-chave.
- Correções. Resolva e documente o que quebrou.
- Janela e retorno. Combine a parada, o backup e o critério para voltar atrás.
- Atualização em produção.
- Acompanhamento. Fique de olho em log, memória e chamados nos primeiros dias.
Uma lista de tarefas assim, com preparação, migração, testes e entrada em produção, evita a corrida de última hora. Muitas das dores aparecem em itens simples, como grupos que faltam ou serviços que não foram migrados.
Se o ambiente já tem instabilidade, resolva antes. Atualizar sobre um Fluig que trava e ninguém sabe por quê só soma variáveis. Para uma avaliação rápida, use o nosso checklist de saúde do Fluig.
Perguntas frequentes
Posso ir direto de uma versão antiga para o Fluig 2.0?
Não. A TOTVS exige estar na 1.8.2, no mínimo no pacote 1.8.2-260127.
Quais os requisitos de banco para o Fluig 2.0?
Com MySQL, é obrigatória a versão 8.0. Para outros bancos, consulte a matriz de portabilidade da sua versão.
Preciso refazer minhas customizações?
Nem sempre. Boa parte tende a seguir funcionando, mas só o teste no seu ambiente confirma. As telas mais customizadas costumam pedir ajustes.
Uma atualização bem planejada é, no fundo, um projeto de teste. A sustentação da MyQube ajuda a preparar o ambiente e acompanhar a virada. Vamos conversar.
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